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O design gráfico…

In arts & craft, japonismo, movimento estético, movimentos, personagens, William Morris on Novembro 24, 2008 at 6:26 pm

O design gráfico existe muito antes de haver uma palavra para design. A crença de que a história do design são novas áreas de investigação é um engano.
O historiador-designer Philip Meggs comenta: «a crítica de design e a (investigação da) sua história já existe desde o século XVI». Meggs faz parte de uma tradição recente de historiadores que concluíram que a forma como se compreende a história do design gráfico não depende da estrutura tradicional da história da arte.

No seu livro A History of Graphic Design, Meggs dá uma introdução esclarecedora para a história do design gráfico:
«Desde a Pré-história, as pessoas têm procurado maneiras de representar visualmente idéias e conceitos, guardar conhecimento graficamente, e dar ordem e clareza à informação. Ao longo dos anos essas necessidades têm sido supridas por escribas, impressores e artistas.»

William Addison Dwiggins (1880/1956) cunhou o termo designer gráfico (1922) para descrever as actividades de um indivíduo que traz ordem estrutural e forma à comunicação impressa.
“…o designer gráfico contemporâneo é herdeiro de uma ancestralidade célebre.”

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Artes Gráficas e Cartazes…

A linguagem visual, no seu sentido mais vasto, tem uma longa história. Quando o homem primitivo, ao sair para caçar, distinguia na areia a pegada de algum animal, o que ele via ali era um sinal gráfico.

O design gráfico é a arte de criar ou seleccionar determinadas marcas, para comunicar uma ideia. As imagens gráficas são mais do que ilustrações descritivas da realidade ou imaginadas. São signos cujo contexto lhes dá um sentido especial e cuja disposição lhes pode conceder um novo significado.

Profissionalmente, o design gráfico surge em meados do século XX, até à altura, todos os trabalhos gráficos eram desenhados pelos “artistas comerciais”, também conhecidos por “visualizadores”; os tipógrafos tinham um papel fundamental faziam o projecto de paginação (organização das ilustrações e do texto) e davam instruções para a composição; os ilustradores que produziam imagens de qualquer tipo, diferentes técnicas e sobre variadíssimos temas; retocadores, letristas e outros que finalizavam os projectos para a reprodução.

A maioria dos “artistas comerciais”, tais como os desenhadores de cartazes reuniam essas diferentes aptidões, eram multidisciplinares.

As artes gráficas até ao final do século XIX, eram especialmente produzidas a preto e branco e os diferentes trabalhos eram impressos em papel.

“A relação entre imagem e fundo, entre o espaço com tinta e o espaço sem tinta, o positivo e o negativo, tornou-se fundamental para a estética do conjunto. A área sem tinta pode ser visualmente tão importante quanto a área com tinta, e o fundo, portanto, as suas proporções e dimensões, a sua cor e textura, é parte integrante do design gráfico.” (Hollis, 2001).

Diversos tipos desse arquétipo histórico desenvolveram-se entre os séculos XV e XX, e subsistem hoje em formato digital.
“Caracterizando esta evolução vai entretanto entrar em cena (…) William Morris e vai dominar a estética gráfica até ao final do século XIX. Depois de ter sido um calígrafo notável, criou em 1891 uma tipografia particular a “Kelmnscott Press” e criou o seu primeiro caracter a que chamou de Golden Type inspirando-se nos romanos venezianos de Jenson e Jacques Rouge, e fez fundir dois góticos derivados dos de Zaimer e Mentelin.”

Após os distintos grafismos do século XVIII, as letras e as vinhetas que fizeram a glória de Fournier, a rigidez de formas que caracterizavam os tipos criados pelos Didot e de uma relativa estagnação da chamada tipografia revolucionária, abre-se caminho para uma inteira liberdade de desenhar todos os elementos gráficos.

A tipografia clássica, fora algumas evoluções interessantes do seu estilo, continuava a utilizar os seus seculares e tradicionais moldes, mas o século XIX traria a completa liberdade e uma abundante criatividade embora também um estilo confuso.

Curiosamente verifica-se que as três funções básicas do design gráfico, se mantém inalteráveis, sucedendo-se vários séculos, estas funções sofreram tão poucas mudanças como o alfabeto romano.
A função primordial é – identificar –; a segunda função é – informar e instruir –; a terceira função é – apresentar e promover.

O design gráfico presentemente desenvolve novas formas em resposta às pressões comerciais e às evoluções tecnológicas, contemporaneamente recria-se das suas próprias tradições.

Durante o século XIX foram realizadas relevantes descobertas no campo da química, essas descobertas vão revolucionar a tecnologia das tintas de impressão e contribuir decididamente para tornar o universo da indústria gráfica um universo ainda mais colorido, a proliferação de imagens coloridas chamam a atenção e provocam entusiasmo nos artistas e no público espectador.

Nos finais do século XIX e meados da década com que iniciou o século XX, começa a despontar um novo processo de impressão que Ira Washington Rubel, a quem alguns atribuem o mérito da invenção, chamada de “Impressão Offset” (Hollis, 2001).

Durante os anos de 1890 a 1900, a Europa e América assistiram ao surgir de um a nova linguagem visual, de uma nova forma de publicidade, também de uma nova forma de arte: as ilustrações coloridas dos cartazes artísticos.

Com a inauguração da primeira grande Exposição Universal celebrada em Londres em 1851, há o despertar para o sentido propagandístico da indústria. Até aos finais do século, a capital inglesa disputa com Paris a hegemonia neste campo, alternando uma e outra capital com sucessivas exposições, desde a 1851, 1862, 1871, 1874, em Londres, e 1855, 1867, 1878, 1889, 1900 em Paris.

Os cartazes artísticos, como linguagem visual, tem a função de – apresentar e promover – é essencial que a imagem e a palavra sejam concisas, legíveis, que a mensagem tenha um significado único e fácil de memorizar. Ilustram o estilo artístico da época e introduzem uma nova estética de imagens económicas e simplificadas, consequente dos meios empregues para a reprodução.

Antes do aparecimento da litografia, os cartazes eram impressos por tipografia, como os livros, e só casualmente as ilustrações era produzidas por xilografia. Apesar de, existir já a fotografia, ainda não era possível a reprodução de imagens em tamanhos ampliados e nem grandes tiragens.

Os artistas consideravam Paris a capital artística, e os que não viviam ali, contemplavam os cartazes artísticos repletos de espanto e de respeito.

O estilo de Jules Cheret (1836-1932), intitulado como “O Pai do Cartaz”, amadureceu no final da década de 1880, sendo logo reconhecido e adoptado por outros artistas, particularmente por Pierre Bonnard e Henri de Toulouse-Lautrec.

Os contornos firmes e as cores uniformes reflectem a paixão de Cheret pelas xilogravuras japonesas, cujos trabalhos, exibidos nas exposições de Paris em 1867 e 1878, exerceram influência dominante na estética daquele período. Imagens retratadas de baixo, como no cartaz Folies Bergère, de Cheret e pormenores de figuras, cujo exemplo mais notável é o Ambassadeurs… Aristede Bruant dans son Cabaret, de Henri de Toulouse-Lautrec.

Na opinião de Gui Bonsiepe, “os desenhos gráficos não devem ser concebidos como pinturas com elementos tipográficos agregados…Toulouse-Lautrec foi um excelente pintor, mas um péssimo tipógrafo.”

Além destes artistas, outros não menos importantes contribuíram para a difusão do design internacionalmente, tais, como:
Theophile-Alexandre Steilen, Alphonse Mucha, Leonetto Cappiello,…

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Arts and Crafts (Artes e Ofícios)…

A partir de 1880, surgiram na Grã-Bretanha diversas organizações e oficinas dedicadas a produzir artefactos de vários tipos em escala artesanal ou semi-artesanal, dentro do que se entende por movimento Arts and Crafts (Artes e Ofícios).

Entre as mais famosas estão a Century Guild, a Art Worker’s Guild, a Guild and School of Handicraft e a Arts and Crafts Exhibition Society, todas inspiradas pelo exemplo de William Morris e dirigidas por designers como A.H. Mackmurdo, W.R. Lethaby, C.R. Ashbee e Walter Crane.

Os protagonistas do movimento promoviam uma maior integração entre projecto e execução, uma relação mais igualitária e democrática entre os trabalhadores envolvidos na produção, e uma manutenção de padrões elevados em termos de qualidade de materiais e de acabamento, ideais estes que podem ser resumidos pela palavra craftsmanship, a qual expressa os conceitos de:
> um alto grau de acabamento artesanal
> de um profundo conhecimento do ofício
(Heitlinger, 2006)

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William Morris, Walthamsow (Inglaterra), 1834/1896

Foi um dos incuráveis neo-românticos da sua época, liderou um revivalismo na Inglaterra victoriana e capitalista, baseado nas artes e ofícios da idade medieval. Foi o inspirador-mestre do Arts and Crafts Movement.
William Morris teve uma profunda influência nas artes visuais e no desenho industrial dos fins do século XIX.

Sobre o desenho tipográfico, Morris propagava: “Letters should be designed by artists, not by engineers”.

Com o seu paradigma saudosista da Idade Média, Morris quis reafirmar a primazia da qualidade do trabalho manual sobre a máquina industrial da era do Imperialismo.

Morris associou a produção mecânica ao sistema capitalista e, por conseguinte, pensava que a revolução socialista deteria a mecanização do trabalho e substituiria os grandes aglomerados urbanos por pequenas comunidades, onde os objectos de utilidade seriam produzidos por processos artesanais.

Condenou o sistema económico de seu tempo e refugiou-se na contemplação da Idade Média, quando “cada homem que fabricava um objecto fazia ao mesmo tempo uma obra de arte e um instrumento útil.”

Liderou o movimento das pequenas imprensas privadas no Reino Unido, que integrou famosas oficinas como Vale, Eragny, Essex House e Dove.
A sua produção librária-tipográfica centrou-se na famosa Kelmscott Press, fundada em 1891.
Em 1883 fundou a Federação Socialdemocrata, e mais tarde, a Liga Socialista, tentando contrariar com a sua política utopista a orientação marxista do movimento operário dos fins do século XX. Entre as obras que escreveu, destaca-se a novela utópica Tales from Nowhere.

(…) Em 1848, iniciou os seus estudos no Marlborough College, que completou no Exeter College de Oxford, onde estudou arquitectura, arte e teologia.

Morris começou a trabalhar em 1856 no estúdio de arquitectura de G.E. Street; nos anos seguintes trabalhou como pintor profissional (1857-62).

Com a experiência adquirida em arte e arquitectura, fundou em 1861 a empresa Morris, Marshall, Faulkner & Co., vocacionada à arquitectura e ao desenho industrial (hoje: product design).

Em 1875, a companhia passou a chamar-se Morris & Co., sendo Morris o único proprietário.
(Heitlinger, 2006)

Mas se Morris é visto como um dos propulsores do que viria a ser o Movimento Moderno, Walter Gropius é considerado um dos seus mestres, o concretizador efectivo desse movimento: Benévolo aponta o ano em que Gropius fundou a escola artística Bauhaus em Weimar como o momento em que se pode falar com propriedade de Movimento Moderno.

Recuando até à era de Vitrúvio, o primeiro nome associado ao estatuto teórico de arquitecto, encontramos uma ideia análoga ao que seria a arquitectura, mas com uma inflexão um pouco diferente: no prefácio ao Livro I de Os dez Livros de Arquitectura, obra onde Vitrúvio afirmou ter deixado “todos os preceitos necessários para se alcançar a perfeição na Arquitectura” (Vitrúvio, 1-2), refere-se-lhe como “uma ciência que deve ser apoiada por uma grande diversidade de estudos e de conhecimentos através dos quais ela julga todas as obras das outras artes que lhe pertencem” (Vitrúvio, 2).

A arquitectura surgia aqui já como aglutinadora de conhecimentos diversos e de todas as artes, antevendo-se os conceitos de complementaridade e de interdisciplinaridade artísticas promovidos no século XIX nomeadamente por Morris e reafirmados por Gropius no século XX.

Essa forma marcadamente humana e social de se entender a “arte debem construir” estendeu-se também às noções de design e de designer. O facto de o significante da arte criativa que se refere à concepção de todo o tipo de objectos se ter fixado na palavra inglesa design indicia a origem do conceito. (Barata, 2004)

A noção de design implica que a formalização quer de um edifício, quer de um objecto comum – uma peça de mobiliário, uma capa de um livro, ou um utensílio de uso diário –, envolve uma atitude analítica e crítica da mesma natureza, uma consciência da forma do objecto ou do edifício que se pretende desenvolver.

A actividade do design, tal como é percepcionada actualmente, consiste na racionalização das formas em utensílios úteis no decurso diário da vida humana. (Solà-Morales, 2000)

O design e a arquitectura são duas disciplinas da arte, sendo o primeiro um processo dialéctico entre as pessoas e em simbiose com a natureza do que é produzido e a segunda uma arte prática, destinada a construir os espaços que o ser humano utiliza.

William Morris >< Walter Gropius
…duas épocas, um mesmo sonho.

Arts & Crafts, influenciou o movimento francês da Art Nouveau e é considerado por diversos historiadores como uma das raízes do modernismo no design gráfico, desenho industrial e arquitectura.

De acordo com Tomás Maldonado, o Arts & Crafts foi uma importante influência para o surgimento posterior da Bauhaus, que assim como os ingleses do século de XIX, também acreditavam que o ensino e a produção do design deveria ser estruturado em pequenas comunidades de artesãos-artistas, sob a orientação de um ou mais mestres. A Bauhaus desejou, assim, uma produção de objectos feito por poucos e adquirido por poucos, nos quais a assinatura do artesão tem um valor simbólico fundamental. De forma ampla, a Bauhaus herda a reação gerada no movimento de Morris contra a produtividade anônima dos objetos da revolução industrial.” (Barata, 2004)

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Movimento Estético…

O Movimento Estético (Aesthetic Movement), também conhecido por Design Reform evoluiu a partir de um movimento anterior em Inglaterra, que combinava Gothic e Queen Anne Revivals.
Estes estilos anteriores estavam ligados por influências orientais, através de Bruce Talbert (1838/1881) e Thomas Jeckyll (1827/1881) entre outros, para criar um estilo híbrido anglo-oriental.
Inspirados pelas gravuras japonesas, bem como pelos artigos orientais e do Médio Oriente importados por firmas como Liberty & Co., os designers do Movimento Estético, incluindo E. W. Godwin e Christopher Dresser, quiseram reformar o design, adoptando linhas puras e ordenadas.

O Esteticismo tornou-se uma escolha de estilo de vida das classes médias residentes em Bedford Park, na zona oeste de Londres, e a Liberty & Co. disseminou o estilo não só através do seu mobiliário de casa, mas também com a comercialização de roupas Estéticas, soltas e ondulantes para as mulheres.

A “Peackok Room”, de James Abbot McNeill Whistler (1876/1877) – agora exposto no Freer Galery em Washington – é o movimento estético ao seu nível mais exótico.

Os maiores defensores do Esteticismo foram, Oscar Wilde (1854/1900) e Aubrey Beardsley, que glorificaram a doutrina “a arte pela arte” na louca era do “fin-do-siècle”.

O Movimento Estético , simbolizado pelo girassol (Thomas Jeckyll), também se manifestou nos EUA, com o trabalho dos irmãos Herter e Louis Comfort Tiffany, e em França no trabalho de François-Eugène Rousseau.

O Esteticismo teve influência em dois outros movimentos, a Art Nouveau, através do uso de motivos retirados da natureza, e o Movimento Moderno, através da adopção de formas japonesas abstractas.

“a arte pela arte”
Teoria que postula a autonomia da arte, isto a noção de que a arte deve ter como único objectivo proporcionar prazer estético, alheando-se de quaisquer outros fins ou valores.
A partir dessa década, falar de Arte pela Arte significa falar de esteticismo. (Barbudo)

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Japonismo…

O termo “japonismo” foi criado e utilizado na segunda metade do século XIX para designar tanto a moda crescente das estampas “ukiyo-e”, dos objetos artísticos e motivos decorativos, quanto a revolução estética provocada por sua descoberta nos meios artísticos europeus e americanos.

Numerosas razões ligadas à história das relações entre o Japão e o Ocidente, mas também à busca de respostas novas para escapar das imposições acadêmicas explicam porque o japonismo representaria um papel determinante na evolução da pintura, das artes decorativas e da arquitetura na Europa e nos Estados Unidos no final do século XIX e no início do XX.

Após o reatamento das relações comerciais e diplomáticas entre o Japão e as grandes nações ocidentais a partir de 1853, uma primeira exibição de artigos ocorre em Londres em 1862, na exposição universal.

A partir dessa data, o pintor Whistler, de origem americana, passa a utilizar em seus quadros elementos decorativos nipônicos, biombos, leques, quimonos e sedas. Esse artista importante, que viajava com frequência entre Londres e Paris, foi elemento essencial de difusão do japonismo na França, ocorrida com alguns anos de atraso com relação à Inglaterra.

Em Paris, os pavilhões japoneses das exposições universais, a partir de 1867, obtêm um sucesso imenso, atingindo o seu apogeu na exposição de 1878. Nesse ano, são expostas peças religiosas trazidas por Émile Guimet, que formariam o primeiro núcleo do que seria mais tarde o Museu de Artes Orientais da França.

Interesse crescente pelas estampas “ukiyo-e”, tão fundamental para os artistas, fez-se por um caminho independente das grandes manifestações oficiais.

Foram os artistas europeus os primeiros a perceberem o valor das estampas, e alguns testemunhos permitem reconstituir as datas e circunstâncias.

O pintor Bracquemont, em 1856, descobriu um volume das célebres Mangá de Hokusai num comerciante parisiense, servindo de papel de embalagem e protecção para porcelanas despachadas por franceses estabelecidos no Japão.

Claude Monet entrou em contacto com o “ukiyo-e” de modo semelhante, em sua cidade natal do Havre, porto por onde chegavam as mercadorias do Japão.

Várias lojas especializadas em produtos do Oriente passaram a anunciar as gravuras a partir de 1861, entre elas “À la porte chinoise” de que eram clientes os escritores Baudelaire e Jules e Edmond de Goncourt.

Artistas colecionadores das estampas japonesas, Degas, Carolus Duran, Monet, Millet e Théodore Rousseau.

A influência japonesa começa a se manifestar na composição ousada dos quadros: as diagonais de O Absinto de Degas, o gosto pelas cores francas em Théodore Rousseau, o interesse renovado pelos assuntos da vida quotidiana, tão importante dentro do espírito da modernidade.

No retrato de Émile Zola de Édouard Manet, em 1868, espécie de manifesto da arte de vanguarda, reconhece-se um biombo e uma gravura de Toyokuni. Semelhanças entre a sua “estranha elegância” e as “manchas magníficas” das estampas japonesas.

Em 1883, um dos primeiros especialistas de arte japonesa na França, Louis Gonse, organizou uma exposição retrospectiva, onde se podia admirar algumas obras de Utamaro e dos primeiros mestres do “ukiyo-e”.
Essa exposição seria capital para os pintores reunidos em torno de Gauguin. É o próprio Van Gogh quem, em 1887, prepara em Paris uma exposição reunindo exclusivamente “ukiyo-e”.
Van Gogh reproduz explicitamente gravuras japonesas nas duas versões de O Retrato do pai Tanguy, e se inspira em muitas de suas telas de modo directo em Hiroshige, Hokusai e Kesai Yeisan.

O pintor Pissarro escreveria com entusiasmo em 1893: “Os artistas japoneses confirmam as nossas escolhas visuais”.
Monet, um dos mais constantes admiradores da arte japonesa, utilizará as séries das Cem vistas do monte Fuji de Hokusai como inspiração para as séries de catedrais de Rouen, de choupos, ou de medas de feno.
As gerações de artistas posteriores ao impressionismo, seja Gauguin, sejam os pontilhistas como Seurat e Signac encontraram na arte japonesa um repertório novo de formas, motivos e sugestões.

Vários aspectos do movimento Art Nouveau não se explicariam sem essa referência aos modelos japoneses.
Acrescente-se também as pesquisas efetuadas pelos gravadores, que procuraram imitar na litogravura e na água-forte a cores os efeitos da técnica japonesa da xilogravura – Mary Cassatt, Pierre Bonnard -, os ilustradores de livros – Beardsley – , ou o desenvolvimento da arte do cartaz – Henry de Toulouse-Lautrec -.

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Bibliografia…

Barata, Ana Margarida [2004] Arquitectura e Design na Ensaística de William Morris e Walter Gropius, Dissertação de Mestrado, Porto, Faculdade de Letras Universidade do Porto, (2/11/2008).

Barbudo, Maria Isabel, “Esteticismo”, E-Dicionário de Termos Literários, coord. de Carlos Ceia, ISBN: 989-20-0088-9, (29/10/2008).

Dantas, Luiz Carlos [] O que foi o Japonismo, (2/11/2008)

Heitlinger, Paulo [2006] Tipografia: origens, formas e uso das letras, ISBN 10 972-576-396-3 , ISBN 13 978-972-576-396-4, Depósito legal 248 958/06, Lisboa, Dinalivro.

Hollis, Richard [2001] Design Gráfico: Uma História Concisa, S. Paulo, Martins fontes.

Meggs, Philip B. [2005] History of Graphic Design, New York, John Wiley & Sons Inc.

Moura, Catarina [s/d] O desígnio do design, Covilhã, Universidade da Beira Interior, (29/10/2008).

Oshinsky, Sara J. “Design Reform”. In Heilbrunn Timeline of Art History. New York: The Metropolitan Museum of Art, 2000–. (October 2006)

Japonisme [Japonismo] _timeline

In cronologias, japonismo, movimentos on Novembro 16, 2008 at 7:31 am

After Japanese ports reopened to trade with the West in 1854, a tidal wave of foreign imports flooded European shores. On the crest of that wave were woodcut prints by masters of the ukiyo-e school which transformed Impressionist and Post-Impressionist art by demonstrating that simple, transitory, everyday subjects from “the floating world” could be presented in appealingly decorative ways.

Parisians saw their first formal exhibition of Japanese arts and crafts when Japan took a pavilion at the World’s Fair of 1867. But already, shiploads of oriental bric-a-brac—including fans, kimonos, lacquers, bronzes, and silks—had begun pouring into England and France.

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